CRISALDO MORAIS

1932 – Recife – PE
1997 – Recife – PE
Formou-se em Economia. Em seguida, viajou para os Estados Unidos e morou 4 anos em Nova Iorque. De volta ao Brasil, fixou residência em São Paulo trabalhando para a companhia aérea Varig como responsável de relações publicas, iniciando-se à pintura nos seus momentos de descanso.
Em 1968, começou a apresentar seus trabalhos na Feira da Praça da República, tornando-se um dos principais animadores das reuniões de pintores naifs em São Paulo. Foi nesta época que foi notado pelo Professor Bardi, diretor do MASP, o mais importante museu da cidade na época.
A partir da década de 70, expôs em cidades européias , como Paris (1970), Dusseldorf (1973), Morges (1974) e Venise (1976). Sua obra foi notada pelo expert Anatole Jakovzky que o incluiu no livro “Dictionnaire des Peintres Naïfs du Monde Entier”, e o convidou para ilustrar a obra de sua autoria “Les Proverbes vus par les Peintres Naïfs”. A pintura de Morais, requintada e de primorosa execução, enfoca os mitos da tradição popular afro-brasileira, suas deusas principalmente, bem como figuras das danças populares da sua região, como o maracatu, em cores chapadas, vivas, dramáticas.  Organizou uma mega exposição coletiva de arte naif no Masp em 1975 que viajou em seguida para Londres (Hamilton Fine Ar Gallery)e Bruxellas Galerie Dierikx). Em 1986, retornou ao Recife, onde abriu uma galeria de arte.

 

 

 

After gaining a degree in Economics, he travelled to the United States and lived for four years in New York. Upon returning to Brazil, he settled in São Paulo, working for the Varig airline as head of public relations, and started to paint in his free time.
In 1968, he started to present his works at the Feira da Praça da República, becoming a central figure at the meetings of naïve painters in São Paulo. It was then that Professor Pietro Maria Bardi, director of Masp, the most important museum in the city at the time, spotted him.
From the 1970s, he exhibited in European cities, such as Paris (1970), Düsseldorf (1973), Morges (1974) and Venice (1976). His work was noticed by the expert  Anatole Jakovzky, who included him in the publication Dictionnaire des Peintres Naïfs du Monde Entier, and invited him to illustrate his work Les Proverbes vus par les Peintres Naïfs. Morais’ sophisticated and perfectly executed painting focuses on the myths of popular Afro-Brazilian tradition, in particular its goddesses, and also figures from the popular dances of his native region, such as the maracatu, in striking, dramatic flat sections of vibrant colour. He organized a huge collective exhibition of naïve art at Masp in 1975, which was also shown in London
(Hamilton Fine Art Gallery) and Brussels (Galerie Dierikx). In 1986, he returned to Recife, where he opened an art gallery.