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OBRAS DISPONÍVEIS obras

Artista / ArtistElisa Martins da Silveira

Estado / State Piauí

ELISA MARTINS DA SILVEIRA

(Elisa Martins da Silveira)
1919 - Teresina, Piauí
2001 – Rio de Janeiro
Ao se transferir para o Rio de Janeiro em 1952, como funcionária pública, foi aos poucos se interessando pela arte, matriculando-se no curso de pintura orientada pelo pintor Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1961, teve trabalhos selecionados pela “Bienal Internacional de São Paulo”, conquistando inclusive premiações em 1953 (Prêmio Carmen Dolores Barbosa), e em 1955 (Prêmio Lãs Santistas). Concorreu ainda diversas vezes ao “Salão Nacional de Arte Moderna” e nele obteria, em 1957, o certificado de Isenção de Júri.
Foi a única pintora brasileira de linguagem primitivista a fazer parte do importante Grupo Frente, de tendências neoconcretistas que nos últimos anos tem sido muito estudado e pesquisado como enfoque de retrospectivas.
Os temas mais frequentes da pintora são as festas populares nacionais, às vezes como reminiscência de sua vivência nordestina, que ela transporta para as telas como os carnavais do passado e as festas do chamado ciclo juninas, que incluem Santo Antônio, São João e São Pedro. Em 1960, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro a homenageou com a mostra “10 Anos de Pintura de Elisa”, com apresentação em catálogo do crítico Flávio de Aquino, que, anos depois tornaria a focalizá-la no livro Aspectos da Pintura Primitiva Brasileira.

 

 



As she moved to Rio de Janeiro in 1952, working as a public servant, Elisa grew interested in art, enrolling in the painting course conducted by the painter Ivan Serpa at the Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. The Bienal Internacional de São Paulo selected several of her works between 1953 and 1961, for which she was awarded prizes in 1953 (Prêmio Carmen Dolores Barbosa) and in 1955 (Prêmio Lãs Santistas). She was a contender at the Salão Nacional de Arte Moderna on several occasions, and was granted an Exceptional award by the jury [known as “Insenção de Júri”, where the artist is no longer required to participate in selection processes at that institution due to recognition of merit and approbation of the artwork] in 1957.
She was the only Brazilian primitivist painter to join the seminal Grupo Frente, of Neoconcretist leanings and which, in recent years, has become an object of inquiry and research and the focus of retrospective exhibitions.
The painter’s most frequent themes are the popular national festivities, at times in reminiscence of her years living in the Northeast of Brazil, which she transposes to the canvas, such as the carnivals of the past and the festivities held at what is popularly known as the ciclo junino - or cycle of June, month of the Catholic saints Santo Antônio, São João and São Pedro. In 1960, the Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro paid tribute to the artist with the exhibition named 10 Anos de Pintura de Elisa, producing a catalogue with a presentation text by Flávio de Aquino, who, years later, would again refer to her work in the book entitled Aspectos da Pintura Primitiva Brasileira.