• Maria Auxiliadora1

OBRAS DISPONÍVEIS obras

Artista / ArtistMaria Auxiliadora

Estado / State Minas Gerais

MARIA AUXILIADORA

(Maria Auxiliadora da Silva)
1935 – Campo Belo, Minas Gerais
1974 – São Paulo, SP
Era a 6ª filha de um total de 18 de uma humilde família mineira que se transferiu para São Paulo em 1966. A partir de 1967, Maria Auxiliadora da Silva dedicou-se inteiramente à pintura, logo se tornando uma das mais criativas e originais personalidades da arte naif brasileira. Começou a expor seus trabalhos em 1968, na Praça da República, ao mesmo tempo em que se alfabetizava pelo Mobral. Somente em 1970 faria sua primeira mostra individual na Galeria IBEU, dirigida por Alan Fisher, também vice-cônsul dos EUA. Incentivada por Mario Schemberg (físico, crítico de arte e grande estimulador da arte popular), Maria Auxiliadora foi descoberta pelo marchand Werner Arnhold, que revelou seu extraordinário talento na Europa. Entre 1978 e 1981, seus trabalhos foram apresentados em exposições individuais na Alemanha, Inglaterra e França, obtendo aplausos da crítica especializada, chegando inclusive a ser enfocada em livro primorosamente editado pela Bolaffi, com texto do professor Bardi, em quatro línguas. Desde então, a pintora que antes de se dedicar à arte sobrevivia de profissões humildes e honradas, como doméstica, passadeira de roupas e bordadeira, passou a integrar o acervo de importantes museus internacionais dedicados à pintura naif. Faleceu em 1974, em São Paulo, vitimada pelo câncer, depois de luta corajosa e comovente contra a doença que, inclusive, chegou a retratar numa de suas mais dolorosas telas.   

 

 



She was the sixth daughter of 18 children born to a modest family from the state of Minas Gerais that moved to São Paulo in 1966.  From 1967 on, Maria Auxiliadora da Silva devoted herself entirely to painting, going on to become one of the most creative and original figures of Brazilian naïve art.  She started to exhibit her work in 1968, in the Praça da República, just as she was learning to read and write through Mobral [Brazilian Movement of Literation, created by the Brazilian Government in 1967]. It was only in 1970 that she held her first solo exhibition at Galeria IBEU, directed by Alan Fisher, who was also the United States vice-consul.  Encouraged by Mario Schemberg (a physicist, art critic and a great patron of folk art), Maria Auxiliadora was discovered by the art dealer Werner Arnhold, who revealed her extraordinary talent in Europe. Between 1978 and 1981, her works were exhibited in solo shows in Germany, England and France, and was lauded by art critics.  She was even the subject of a book that was exquisitely published by Bolaffi, with a text written in four languages by Professor Pietro Maria Bardi.  Since then, the painter, who before devoting herself to art earned a living in honourable yet modest jobs such as maid, ironer and embroiderer, went on to become part of the collections of international museums dedicated to naïve art. She died from cancer in 1974 in São Paulo, after a moving and courageous fight against the disease, which she even portrayed in one of her most poignant paintings.