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Artista / ArtistMiranda

Estado / State Alagoas

MIRANDA

(José Rodrigues de Miranda)
1907 –  Maceió, Alagoas
1985 – Recife
Passou sua infância trabalhando para o sustento da família em atividades diversificadas, como pescador de sururu, ajudante de pedreiro e de jangadeiro, costurador de sacos de açúcar e condutor de carroça de boi. Sua instrução não passa do segundo ano primário.
Descobriu tarde a pintura, quando já estava com 61 anos de idade. Uma de suas telas, numa loja de suvenires do Recife, despertou a atenção do colecionador Lucien Finkelstein, que antes de mostrar seus trabalhos no Brasil levou-o à apreciação do crítico Anatole Jakovsky, em Paris, que imediatamente o incluiu na nova edição do seu “Dictionnaire des Peintres Naïfs du Monde Entier”.
Sua primeira exposição individual foi realizada na Galeria Sérgio Milliet/Funarte, em 1977, com prefácio do crítico Geraldo Edson de Andrade, que, o incluiria na sua obra “As Festas Brasileiras pelos Pintores Populares”, Editora Imprinta, em 1980. No ano seguinte faria nova individual no Museu Nacional de Belas-Artes, Rio de Janeiro.
Como participante da mega-exposição “O Mundo Fascinante dos Pintores Naifs”, no Paço Imperial do Rio de Janeiro, uma síntese do acervo do Museu Internacional de Arte Naif do Brasil, do qual é um dos destaques, Miranda foi abordado pelo seu descobridor, Lucien Finkelstein, no seu livro Brasil Naif, testemunha e patrimônio da Humanindade, publicado em 2001.

 




Miranda spent his childhood working for the livelihood of his family as a sururu [a type of mollusc found in the Brazilian Northeast], fisherman, bricklayer helper, craftsman, sugar sack sewer and ox-cart driver. Because of this, he never completed the second year of his primary studies.
He discovered painting late in life, when he was already 61 years of age. One of his canvases, for sale at a souvenir shop  in Recife, caught the attention of art collector Lucien Finkelstein, who, even before showing the artist’s work in Brazil, took his work to art critic Anatole Jakovsky, in Paris, who, in turn, immediately included him in the new edition of his famed Dictionnaire des Peintres Naïfs du Monde Entier.
His first solo show took place at Galeria Sérgio Milliet/Funarte, in 1977, with a preface signed by the art critic Geraldo Edson de Andrade, who would later include Miranda in his work As Festas Brasileiras pelos Pintores Populares, edited by Editora Imprinta in 1980. The year after that, the Museu Nacional de Belas-Artes in Rio de Janeiro would devote a solo exhibition to his work. In 1988, Miranda participated in the great exhibition O Mundo Fascinante dos Pintores Naifs, held at the Paço Imperial of Rio de Janeiro and which presented a sample of the collection of the Museu Internacional de Arte Naif of Brazil, of which Miranda is nowadays a highlight. On this occasion, his discoverer, Lucien Finkelstein, made reference to the artist in the book Brasil Naif, testemunha e patrimônio da humanidade, published in 2001.