• A Arte Naif no Brasil

FICHA TÉCNICAobras

Título / TitleA Arte Naif no Brasil

Ano / Year1998

Autor / AuthorJacques Ardies

Formato / Size23 X 30 cm

A Arte Naif no Brasil

E o sonho se realizou. A edição de um livro dedicado à ARTE NAIF brasileira atende ao desejo de poder apresentar uma obra informativa e referencial de uma expressão artística essencialmente nacional e representativa da cultura brasileira.

Os pintores naifs brasileiros dispóes de um cenário invejável. Praias ensolaradas, alegria de viver, terras férteis, riquezas ainda não exploradas, dinamismo de um grande país onde convive um povo tolerante e otimista, oriundo de uma mesclagem complexa de várias gerações de índios, portugueses, italianos, africanos, árabes, judeus, japoneses e outros. É verdade que os problemas do Brasil são proporcionais à sua dimensão, país do futuro próximo, país também da acolhida calorosa, país apaixonante.

A grande sensibilidade do provo brasileiro, mundialmente conhecida através da música, se demonstra também no campo das artes plásticas.

Anatole Jakovsky, famoso expert mundial em ARTE NAIF, escrevia em 1969: "O Brasil representa, junto com a França e com a Iugoslávia, um dos reservatórios mais ricos e variados da ARTE NAIF no mundo". Mas então porque a ARTE NAIF brasileira não é tão conhecida? Primeiramente, trata-se de um movimento jovem que debutou na década de 50, cuja aparição aconteceu na França, no final do século passado, com o surgimento do douanier Rousseau. Além disso, não é um estilo que interessa aos salões oficiais e museus. Por definição, o estilo naif não exige uma formação de Belas-Artes, e tal característica provoca o surgimento maciço de pintores que atendem ao mercado do decorativo e do souvenir, provocando dessa maneira uma deturpação da imagem do movimento naif. Finalmente, o estilo naif é renegado pela crítica em geral, que veta qualquer espaço na mídia e se recusa a tomar conhecimento de sua produção.

Procuramos oferecer uma visão da produção dos artistas que fizeram ou ainda fazem a história do movimento, complementada pelos artistas mais jovens que lutam para conquistar seu espaço.

Esta seleção não tem a pretenção de ser exaustiva, e pedimos perdão a todos os artistas que não constam neste livro. Apenas precisávamos encontrar os limites do possível, sem partir para a elaboração de um dicionário.

A realização deste livro só pôde concretizar-se graças à cumplicidade do crítico de ate Geraldo Edson de Andrade, profundo conhecedor deste estilo. Recebemos também, um apoio entusiasmado dos colecionadores e de todas as pessoas que prestaram sua ajuda e mostraram disponibilidade.

E não poderíamos deixar passar esta ocasião sem expressar o nosso profundo agradecimento a todos os artistas que depositaram em nós sua confiança e nos ofereceram sua fidelidade ao longo desses últimos 20 anos.

É preciso desenvolver o caráter de brasilidade de nossa pintura para nos afirmarmos lá fora e aqui dentro. É preciso cultivar a alma do povo para podermos nos apegar às nossas raízes e encontrar a excência da existência.

(Jacques Ardies)

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